FESTA E EMOÇÃO SUPERAM PROBLEMAS NO PRIMEIRO SHOW EM SÃO PAULO


A Pumpkins United World Tour já entrou para a história, e a apresentação de ontem (28) não só entrou para entrou para história, como vai ficar marcada para sempre na memória dos fãs e foi registrada pelas lentes da Foggy Filmes, que gravou o show para o DVD da turnê.

Diferente de muitos textos que escrevo aqui para o blog e na página do Facebook, onde tento não colocar minhas opiniões e emoções, essa resenha será totalmente baseada nas minhas emoções, que não foram poucas, e opiniões. Então pode ser que alguns não concordem com alguma coisa.

Rodrigo Lima

Para começar, gostaria de agradecer a todos que levaram as bexigas laranjas para o show, compraram a ideia que propus aqui na Helloween Brasil e fizeram uma grande festa, que ficou marcada na história da banda. Fiquei muito feliz ao ver como todos aderiram a ideia, que chegou até a banda antes mesmo do show.

Pois bem, vamos lá para o que foi tudo aquilo. As filas para acompanhar aquela noite mágica começaram ainda na tarde de sexta-feira (27), quando dois amigos mineiros, que também são meus amigos, muito doidos por sinal, começaram a formar a fila para o show que só começaria mais de 24h depois. Mas são coisas de fã...

As filmagens para o DVD começaram ainda na fila, durante a tarde de sábado, com funcionários filmando toda a movimentação dos fãs e pedindo para que eles fizessem uma grande festa para os registros.

Às 19h, em ponto, foi liberada a entrada do público, que já estava muito castigado pelo sol que fez em São Paulo durante todo o dia. Correria para conseguir um lugar na grade de cada setor e muita comemoração só por estar dentro do lugar onde horas mais tarde seria uma noite especial e uma viagem para diversas partes dos anos 80 e 90.

AND THERE’S MAGIC IN THE AIR...

Como já vinha sendo organizado e divulgado, os fãs levaram centenas de bexigas laranjas e formaram um verdadeiro mar de abóboras mesmo antes de começar o show. Até Junior Carelli, tecladista da banda Noturnall e sócio proprietário da Foggy filmes, empresa responsável pela gravação e produção do DVD da turnê, subiu ao palco antes do show para fazer algumas filmagens prévias do público e comentou sobre as bexigas, que a banda sabia da ideia e esperava para ver aquilo acontecer.

E como o próprio Carelli falou antes do show: “Aqui é Brasil!”. Assim que começaram os primeiros acordes da música ‘Halloween’, bexigas surgiram de todos os cantos dos Espaço das Américas e fizeram com que a casa ficasse laranja durante todos os seus dez minutos de pura explosão. O público foi simplesmente a loucura e mal acreditava naquilo que via no palco, Michael Kiske e Andi Deris cantando junto. Algo realmente inimaginável há alguns poucos anos.

A banda seguiu então com ‘Dr. Stein’, sem nem dar tempo para o público respirar. Então uma nova explosão nos fãs que cantaram cada palavra com os vocalistas.

Andi então se apresenta e apresenta Michael Kiske, conversa com o público sobre a escolha de mais uma vez gravar um DVD em São Paulo, onde segundo Deris, “o Helloween tem os fãs mais fiéis e empolgados”.

Foram apresentados também os dois personagens que aparecem nas animações do telão durante todo o show. São eles Seth e Doc, desenhados pelo brasileiro Marcos Moura e com animações feitas por David Lopez Gómez e Carlos Vicente León, da The EasyRabbit CreArtions.

É então que chega a hora de Michael Kiske se apresentar sozinho e levar os fãs de volta para os anos 80 com a música ‘I’m Alive’, que mostrou o porquê é tão venerado até os dias de hoje e que já estava bem melhor de saúde e os problemas em sua voz já não o atrapalhavam tanto como nos shows anteriores.

Hora da primeira troca, sai Kiske e entra Deris para um mergulho em dois extremos dos anos 2000. Andi, sempre carismático e com o público em sua mão, apresentou ‘If I Could Fly’ e fez com que todos cantassem a plenos pulmões uma das baladas mais ouvidas na história da banda.

A nota triste desse momento ficou pelo telão, uma parte importante de todo o show preparado para os fãs, que começou a apresentar problemas e posteriormente, após diversas tentativas de corrigir o problema, foi desligado.

SÃO PAULO IS METAL!

Após a calmaria, veio a tempestade... A banda saltou dez anos em sua história e apresentou a agressiva ‘Are You Metal?’, música que se encaixa muito bem ao vivo e levanta o público com seu refrão que levanta todos os fãs. Andi mostra então que está em grande forma, já que é uma música que exige muito da sua voz, e mostrou o porquê é um dos melhores frontmans do metal.

Nova troca dos vocalistas e a clássica ‘Rise And Fall’ é pela primeira vez era apresentada em solo brasileiro. Michael Kiske mostrou todo o seu potencial em músicas do Helloween, fazendo com que muitos se imaginassem na turnê dos álbuns “Keeper Of The Seven Keys” e finalmente realizassem um sonho.

Andi volta ao palco e apresenta ‘Waiting For The Thunder’, uma das músicas mais conquistou os fãs nos últimos lançamentos da banda. Os fãs cantaram junto o refrão, mostrando que a banda ainda consegue conquistar os fãs com suas músicas novas.


TUDO PERFEITO...

A próxima música é uma volta aos anos 90, para o álbum “Master Of The Rings”, o primeiro com Andi na banda. ‘Perfect Gentleman’, que marcou uma das maiores surpresas da noite, já que Andi e Kiske dividiram as vozes, algo que não aconteceu em nenhum outro show dessa turnê. Brincadeira durante o refrão mostraram o entrosamento entre os dois vocalistas e toda a banda, e também o excelente clima entre eles.

DIRETO DO TÚNEL DO TEMPO...

Se os fãs brasileiros não tiveram a chance de ver a fase em que a banda tinha Michael Kiske, muito menos a com Kai Hansen cantando na banda. Mas como esse show foi uma verdadeira viagem no tempo por todas as fases do Helloween, não poderia faltar isso.

Kai assumiu os vocais, falou sobre os problemas no telão e comentou que “isso é heavy metal, não precisamos disso e podemos continuar sem ele” e, então apresentou um medley com as músicas ‘Starlight’, ‘Ride The Sky’, ‘Judas’ e ‘Heavy Metal (Is The Law)’, em um dos momentos de maior empolgação por parte dos fãs, que ao final cantaram diversas vezes o nome de um dos maiores responsáveis por termos o Helloween e por termos hoje essa reunião.

CHORO E EMOÇÃO...

Apagaram-se as luzes e a produção então colocou dois bancos na passarela do palco, onde Michael Kiske e Andi Deris se sentaram e brincaram com o fato de o telão não estão funcionando, que os fãs deveriam voltar no dia seguinte porque eles iriam passar uma animação para o público.

Foi então que apenas Sascha, Andi e Kiske começaram uma versão emocionante de ‘Forever And One (Neverland)’, que levou muitos fãs, inclusive esse que escreve para vocês, às lagrimas. Era incrível ver o quanto a voz dos dois ficam bem juntas, fazendo muitos pedirem para que essa união dure para sempre.

Saem os bancos e continua a emoção. Sem nem dar tempo para os fãs se recuperarem ds lágrimas e toda a emoção, a banda emendou ‘A Tale That Wasn’t Right’ em também uma versão onde Michael e Andi fizeram com que todos cantassem e se emocionassem por estar ali.

Chegou a hora de apresentar uma música do álbum ‘Better Than Raw’, que poderia ter tido mais espaço nessa turnê. Chegou a hora da banda apresentar o single ‘I Can’, que fez com que toda a casa pulasse e cantasse junto e demonstrasse uma paixão por todas as fases do Helloween.

FEZ FALTA...

Após uma sequência de músicas que fizeram os fãs cantarem e pularem sem parar, chegou a hora de dar um descanso para o público e Dani Löble, que já não precisa provar mais que é perfeito para o posto que ocupa, apresentou seu solo de bateria. Normalmente é feito um duelo de bateria entre Dani e o falecido baterista Ingo, que foi lembrado pelos fãs com uma bandeira com seu nome, mas devido ao não funcionamento do telão, os fãs ficaram sem essa homenagem que certamente levaria todos às lagrimas.

Chegou então o momento de ouvir mais duas músicas que estavam foram do set-list nos dois últimos shows para poupar a voz do vocalista Michael Kiske, que não está nos melhores dias com a sua saúde. Um trecho de ‘Livin Ain’t No Crime’, que sofreu com problemas no seu início, já que pareceu que os instrumentos e o microfone de Kiske não foram religados, já que não saia som. Algo que foi corrigido e permitiu a banda seguir com uma das músicas mais alegres de toda a sua carreira e emendar a clássica ‘A Little Time’, muito festejada pelos fãs.

Andi voltou ao palco e se juntou a Kiske, os dois conversaram com o público e Michael disse que eles iriam apresentar uma das músicas que ele mais gostou do Helloween após a sua saída. Mas que ele só foi ouvir agora, já que ele estava muito chateado quando saiu do Helloween. Kiske chegou até a fazer cara de emburrado para expressar como ele se sentiu e arrancou gargalhadas de todos os presentes. Era hora de os dois dividirem as vozes na ‘Why?’, um clássico composto por Andi em 1994. Andi inclusive brincou que compôs ela pensando na voz do Michael.

Viriam agora dois clássicos da fase Deris, a primeira foi ‘Sole Survivor’, outra música do álbum “Master Of The Rings”, apresentada, erroneamente, por Andi como uma música do álbum ”The Time Of The Oath. Em seguida, Andi brincou sobre a segunda ser uma das músicas que os fãs brasileiros mais gostam e fazem uma grande festa quando a banda toca ela. Então a banda começou a tocar ‘Power’, que quase fez com que os fãs levassem o Espaço das Américas abaixo. 

E se a turnê conta com três vocalistas, era hora deles dividirem os vocais em alguma música. A escolhida foi ‘How Many Tears’, que segundo Andi, foi a primeira música que ele ouviu da banda e se imaginava cantando ela. Foi um momento de completa alegria de todos, com os vocalistas se revezando e contando com um quarto vocalista, os fãs, que cantaram tão alto quanto os vocalistas.

Era hora de uma pausa e, então, a banda de despedia por alguns minutos. Ao retornarem, um dos momentos mais esperados. Ouvir Michael Kiske cantar a clássica ‘Eagle Fly Free’, que para muitos é um hino do estilo criado pela banda nos anos 80. Durante a turnê, tem sido a primeira vez que Kiske está cantando a música desde a sua saída do Helloween.


Se o show já estava sendo algo épico, não poderia faltar uma das músicas mais épicas da história da banda. Foi anunciada a faixa ‘Keeper Of The Seven Keys’, que foi cantada por Michael e Andi, e se a música já é longa e épica, ela se tornou ainda mais longa e tomou contornos ainda mais épicos. Ao final da música, o guitarrista Sascha Gerstner, que tem ganhado cada vez mais espaço nas composições, participações nas decisões da banda e até cantando durante os shows, puxou o coro para o encerramento que contou com uma despedida especial para cada músico presente no palco até o momento em que ficou somente Sascha, que conduziu perfeitamente o público até a sua saída do palco.

Outra pausa, outra volta memorável. Após todo saírem do palco por mais alguns minutos, Kai Hansen retornou e fez um breve solo de guitarra que introduziu talvez o maior clássico que ele já compôs, ‘Future World’.

Para encerrar a noite, uma grande fez ao som de ‘I Want Out’ e uma chuva de papel picado com balões gigantes que tomaram conta da pista. Durante a apresentação da música, Michael e Andi brincaram bastante com o público, puxando coros e fazendo todos cantarem o refrão. Durante as brincadeiras, Kiske aproveitou que a banda estava tocando um ritmo de reggae e cantou um trecho de 'White Men Do No Reggae', da banda Pink Cream 69, ex-banda do vocalista Andi Deris.

E foi assim, um dos maiores e mais marcantes shows que o Helloween já fez no Brasil e em toda a sua história. Foi emocionante, intenso e um sonho realizado para muitos e, apesar dos problemas técnicos, vai ser difícil ter um show que supere o que se viu no palco do Espaço das Américas na noite de sábado (28).



01. Halloween (Kiske/Deris)
02. Dr. Stein (Kiske/Deris)
03. I'm Alive (Kiske)
04. If I Could Fly (Deris)
05. Are You Metal? (Deris)
06. Rise And Fall (Kiske)
07. Waiting For The Thunder (Deris)
08. Perfect Gentleman (Kiske/Deris)
09. Kai Medley: Starlight / Ride The Sky / Judas / Heavy Metal Is The Law (Hansen)
10. Forever And One (Kiske/Deris)
11. A Tale That Wasn't Right (Kiske/Deris)
12. I Can (Deris)
13. Dani Löble - Drum Solo
14. Livin' Ain't No Crime / A Little Time (Kiske)
15. Why? (Kiske & Deris)
16. Sole Survivor (Deris)
17. Power (Deris)
18. How Many Tears (Kiske/Deris/Hansen)
- BIS I:
19. Invitation
20. Eagle Fly Free (Kiske & Sascha)
21. Keeper of the Seven Keys (Kiske & Deris)
- BIS II:
22. Future World (Kiske)
23. I Want Out (Kiske & Deris)
























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FOTOS POR: Nicollas Eichstaedt Loos e Internet











































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6 Comentários

  1. sem sombra de duvidas um show epico

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    1. Um sonho...quase três horas de show que nem vi passar...sai querendo voltar para o show de hoje.

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  2. DAVID SILVA :

    Um show fe-no-me-nal.
    Tive o prazer de estar neste show épico, vou levar lembranças por toda minha vida.



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  3. O Deris está a turnê inteira dizendo que a Sole Survivor é do Time of the Oath. Será que ninguém vai dar um toque pra ele de que ele tá falando merda??

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